Ações Civis são propostas pelo MP-RO para desativar lixões em Guajará-Mirim e Nova Mamoré – Guajara Hoje

Ações Civis são propostas pelo MP-RO para desativar lixões em Guajará-Mirim e Nova Mamoré

Por Fabiano do Carmo, G1 Guajará-Mirim e Região

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO), por meio da Promotoria de Justiça de Guajará-Mirim propôs duas Ações Civis Públicas, uma contra o município de Guajará-Mirim e outra, de Nova Mamoré. As ações obrigam os municípios a implantarem o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, acabando com os lixões.

Inquéritos Civis Públicos foram instaurados na Promotoria de Guajará-Mirim para apurar as deficiências sanitárias de ambos os municípios. Com base nisso, as ações foram propostas pelo Promotor de Justiça, Edier José Mendonça das Neves, e obriga os municípios a se adequarem a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei federal nº 12.305/2010.

Durante os procedimentos, verificou-se que o descarte de resíduos sólidos oferecem risco a saúde dos moradores de Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Além disso, os lixões agridem o meio ambiente, contaminando o lençol freático e lançando gases na atmosfera.

O MP, a título de tutela provisória de urgência, requer que ambos os municípios apresentem um cronograma de atividades para a implantação do Plano de Resíduos Sólidos em cada um dos municípios, com a construção de um Aterro Sanitário Municipal em área adequada.

Em Guajará-Mirim não há coleta seletiva de lixo por parte da gestão municipal. Todo o resíduo que é produzido pelos moradores é descartado no lixão, que fica a pouco menos de 1 quilômetro da entrada da cidade.

Atualmente, a coleta seletiva de lixo é realizada pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Nova Vida (Ascanov). Atualmente a renda de 48 famílias depende do lixão, com a coleta seletiva de material reciclável.

A assessoria da Prefeitura de Guajará-Mirim informou que ainda não tinha recebido nenhuma notificação do Ministério Público. O G1 tentou falar com o Promotor de Justiça, Edier José Mendonça, mas não conseguiu contato.

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