Áustria antecipa eleições para 29 de setembro após escândalo político

Parlamento austríaco foi dissolvido no dia 3 de julho

Parlamento austríaco foi dissolvido no dia 3 de julho
Leonhard Foeger/Reuters – 27.5.2019

A Áustria realizará eleições antecipadas no próximo dia 29 de setembro, depois que o parlamento aprovou nesta quinta-feira (6) sua própria dissolução no dia 3 de julho por conta das turbulências desencadeadas pelo chamado “escândalo de Ibiza”, que envolveu o líder ultranacionalista que pertencia à antiga coalizão de governo.

Em uma sessão no plenário transmitida ao vivo pela TV, a modificação da lei necessária para dissolver o parlamento foi aprovada com os votos dos deputados de todos os partidos, exceto os da pequena, esquerdista e opositora Jetzt.

A convocação às urnas para o último domingo de setembro já havia sido aprovada ontem em uma comissão parlamentar e se considera certa apesar de ainda não ter sido fixada de forma oficial uma data concreta, o que deverá ser feito agora pelo governo.

A votação aconteceu depois que o governo de transição liderado pela juíza Brigitte Bierlein, que assumiu o poder no último dia 3, se apresentou pela primeira vez diante dos legisladores.

O gabinete de Bierlein, o primeiro na Áustria liderado por uma mulher e formado por tecnocratas, substituiu o governo do líder do Partido Popular (ÖVP), Sebastian Kurz, após sua queda por uma moção de censura parlamentar.

A crise de governo que provocou a antecipação dos pleitos legislativos em mais de três anos foi suscitada por um vídeo filmado com câmeras escondidas em uma casa de Ibiza, na Espanha, que comprometeu o partido ultranacionalista FPÖ, parceiro do ÖVP na coalizão que estava então no poder (desde dezembro de 2017).

O escândalo explodiu no último dia 17 de maio, quando as publicações alemãs Der Spiegel e Süddeutsche Zeitung publicaram as polêmicas imagens gravadas em julho de 2017 e nas quais se vê o agora ex-líder do FPÖ, Heinz Christian Strache, oferecendo favores políticos a uma suposta oligarca russa em troca de financiamento ilegal ao seu partido.

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