Biólogo do Campus de Guajará-mirim monta insetário e doa coleção para ajudar a remontar o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro

Professor Gabriel doou coleção de insetos de universidade em RO — Foto: Fabiano do Carmo/G1

O biólogo e professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Gabriel Cestari Vilard, montou uma coleção com mais de 200 insetos típicos de Rondônia e doou o insetário para ajudar a reconstruir o Museu Nacional no Rio de Janeiro, destruído após um incêndio em setembro de 2018.

A montagem dos insetários do professor foi feita no campus de Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia.

Com o intuito de ajudar a repor parte da coleção de insetos perdida no incêndio do Museu Nacional, professor e alunos da Unir catalogaram diversas espécies de insetos nos últimos meses de 2018. Em dezembro, o professor levou a primeira remessa de insetos ao Museu.

O educador conta que após o incêndio destruir parte do acervo do Museu Nacional, ele resolveu doar caixas entomológicas de insetos capturados em Guajará-Mirim.

Insetário doado tinha mais de 200 espécies — Foto: Fabiano do Carmo/G1

“A coleção do museu nacional do Rio contava com 5 milhões de exemplares e era reconhecida como uma das maiores coleções do mundo. E, justamente levando em consideração a tentativa de recuperar o máximo possível da coleção, decidi ajudar. Na verdade a coleção do Museu Nacional não vai ser totalmente recuperada porque muitas espécies eram extintas”, diz Gabriel.No insetário montado em Rondônia estão grilos, gafanhotos, libélulas, mariposas, moscas e até baratas. O objetivo é enviar 100 insetor por ano ao museu. Os alunos do curso de gestão ambiental vão auxiliar o professor Gabriel Vilard na montagem das caixas entomológicas ao longo deste ano.

“Algumas disciplinas oferecidas pelo departamento de gestão ambiental visam uma prática com animais. A gente já aproveita essas disciplinas. Como agora os alunos estão tendo a disciplina de análise laboratoriais, a gente aproveita parte da disciplina para que eles montem insetários ou caixa entomológica”, explica Gabriel.

Algumas espécies de besouros que estavam na coleção doada ao Museu são desejadas por colecionadores, como o besouro Arlequim. Ele tem tamanho médio e colorido e pode ser encontrado nas florestas de Rondônia.

Outro besouro que chama a atenção é o Cerambicídeo-gigante, a maior espécie de besouro do mundo.

Os insetos são capturados nas florestas ou durante a noite em alguns locais próximos de matas, já que a iluminação dos prédios atrai os insetos.

Em seguida eles são ‘sacrificados’ e passam por um processo de alfinetagem e desidratação em uma estufa. Após 4 dias, já podem ser colocados na caixa entomológica.

Por Fabiano do Carmo, G1 Guajará-Mirim e Região

Please follow and like us:
error0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *