Colégios particulares de São Paulo vão parar nesta sexta-feira

Ao menos 33 colégios particulares já aderiram à greve

Ao menos 33 colégios particulares já aderiram à greve
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Ao menos 33 colégios particulares de São Paulo vão ter as atividades suspensas ou interrompidas parcialmente nesta sexta-feira (14), em adesão à greve geral no país contra a reforma da Previdência. Em assembleia, professores e estudantes dessas unidades aprovaram a participação na paralisação.

Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), entre os colégios que já aprovaram a greve estão o Equipe, Oswald de Andrade, Notre Dame, Escola da Vila, São Domingos, Vera Cruz e Santa Cruz. Em alguns deles, as atividades só serão suspensas em um período ou para alguma etapa de ensino.

O Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital, diz que os professores decidiram participar da greve, aderindo de forma parcial. Por isso, as aulas estão mantidas.]

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Já no colégio Equipe, em Higienópolis, no centro da capital, a direção enviou aos pais uma carta nesta terça-feira (11), comunicando a adesão dos professores e funcionários e a suspensão das aulas nesta sexta. A reposição do dia letivo já foi marcada para o dia 29 de julho.

“Entendemos que o papel social desta escola ultrapassa os muros da nossa instituição, assim, nos vemos mobilizados a defender a educação em contextos mais amplos, de forma política, democrática e suprapartidária”, diz carta enviada pelos professores.

Dentre os pontos que discordam da proposta da reforma previdenciária enviada ao Congresso, está o fato de que os professores deixarão de ter reconhecida uma aposentadoria especial.

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A escola de educação infantil Jacarandá, no Pacaembu, decidiu pela suspensão das aulas sob a justificativa de que a greve de várias categorias, como bancários e trabalhadores dos transportes públicos, “compromete as possibilidades de deslocamento na cidade e a segurança de todos”.

Luiz Barbagli, presidente do Sindicato, disse que mais escolas devem paralisar as atividades. “Muitos professores ainda estão fazendo assembleia e se organizando para enviar cartas aos pais e à direção dos colégios para informar a decisão. Parar as atividades em escola particular nunca é fácil, mas entendemos que é necessário diante dessa situação”.

Além de protestar contra a proposta da reforma da Previdência, os professores também incluíram na pauta críticas à política de educação do governo Jair Bolsonaro, como o bloqueio orçamentário corte nas bolsas de pós-graduação e ataques às universidades federais.

Rede pública

Os professores das redes municipal e estadual de São Paulo também estão mobilizados para paralisar as atividades das escolas públicas nesta sexta-feira.

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