Macron é denunciado no TPI por violência contra ‘coletes amarelos’

Macron teria ordenado violência em protestos

Macron teria ordenado violência em protestos
Ian Langsdon/EFE – 5.2.2019

A advogada Sophia Albert Salmeron denunciou nesta terça-feira (11) o presidente da França, Emmanuel Macron, e seu ministro do Interior, Christophe Castaner, no Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade cometidos pela polícia francesa contra os coletes amarelos em manifestações.

“As forças da ordem cometeram crimes de perseguição contra o movimento dos ‘coletes amarelos’ porque o governo deu a ordem”, disse à Agência Efe Salmeron após entregar a denúncia em Haia.

O documento, de mais de 100 páginas, contém os testemunhos de pessoas feridas nas manifestações em Paris, entre outras cidades, e pede à promotoria do TPI que abra um expediente preliminar contra a França.

Entre os casos relatados estão o de Zineb Redouane, uma idosa que morreu em dezembro do ano passado após ser atingida no rosto por uma granada de gás lacrimogêneo, e o de outro homem que perdeu a mão após pegar no chão um artefato similar que ainda não tinha explodido.

Segundo Salmeron, cerca de mil pessoas sofreram ferimentos nas manifestações, alguns causados por armas utilizadas por agentes antidistúrbios franceses que estão “proibidas” pela União Europeia.

“Estamos vendo como a cada fim de semana homens, mulheres, crianças e inclusive pessoas incapacitadas são agredidas pela polícia”, criticou a advogada.

“Pessoas estão sendo perseguidas, agredidas e mutiladas. É inaceitável”, acrescentou Salmeron, para quem a maioria dos manifestantes detidos nos protestos “foram presos sem motivo”.

Para ela, os principais responsáveis pela violência são o presidente Macron e o ministro Castaner, mas os comandantes da polícia também têm culpa porque “estão obedecendo ordens que são claramente ilegais”.

A advogada, que foi ao tribunal acompanhada por um pequeno grupo de “coletes amarelos” holandeses, incentivou os membros deste movimento em outros países a denunciar a suposta repressão dos governos no TPI.

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