Polícia Civil cumpre 8 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão na 2ª fase da Operação Pau Oco em Rondônia – Guajara Hoje

Polícia Civil cumpre 8 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão na 2ª fase da Operação Pau Oco em Rondônia

Parte do material apreendido na 2ª fase da Operação Pau Oco, em Porto Velho . — Foto: Reprodução/ Rede Amazônica

“Se descobriu que a partir de abril do ano passado foi montada uma organização criminosa no governo passado, mais propriamente na Sedam, onde servidores tinham um amplo contato do ramo ambiental e madeireiro e montaram um esquema para ‘enfiar as mãos’ nos cofres públicos”, diz Samir Foauad Abboud, delegado geral da Polícia Civil.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão. Entre os locais de busca e apreensão estão a casa do ex-governador de Rondônia, Daniel Pereira, a do ex-chefe da casa civil, Eurípedes Miranda, e a do ex-deputado estadual Cleiton Roque.

Entre os presos estão servidores da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e empresários do setor de exportação de madeira.

A segunda etapa da Operação Pau Oco apontou um esquema de fraude com notas virtuais que ‘esquentavam’ a madeira retirada ilegalmente de áreas de proteção ambiental.

Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso consistia na emissão de falsas autorizações de exploração de madeira justamente nas áreas de conservação. Com isso havia o envolvimento de múltiplos segmentos da administração pública esquentado a madeira, na sequência ela iria para madeireiras e lá era exportada.

O Ministério Público de Contas também é parceiro da operação na orientação do material a ser apreendido, e no desenrolar das ações a partir de agora.

“Selecionar e identificar quais elementos deveriam ser colhidos de modo a que essa busca seja mais seletiva e mais eficiente, e posteriormente na análise desses documentos, naquilo que pertine as competências do tribunal de contas e posteriormente até na quantificação que o erário tenha sofrido e a partir disso também haverá desdobramentos no tribunal de contas”, explica Adilson Medeiros, procurador.

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