Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer – Guajara Hoje

Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

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<span class="legend_box ">Já foram confirmadas 4 mortes após consumo de cerveja da Backer</span>
<span class="credit_box ">Divulgação / Backer</span>
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer, fabricante da Belorizontina, cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (17) pela autarquia. </p>
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A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento <a href="https://noticias.r7.com/minas-gerais/analise-aponta-contaminacao-em-mais-6-marcas-de-cerveja-da-backer-16012020"><strong>revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas</strong></a> produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.</p>
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Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais <a href="https://noticias.r7.com/mg-14-pessoas-que-beberam-cerveja-belorizontina-correm-risco-de-morte-17012020"><strong>14 pessoas estão internadas</strong></a>.</p>
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Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.</p>
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<strong>Leia mais: <a href="https://noticias.r7.com/economia/cervejarias-artesanais-temem-ser-afetadas-por-caso-belorizontina-16012020">Cervejarias temem ser afetadas por caso Belorizontina</a></strong></p>
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Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura já havia determinado o recolhimento dos produtos.</p>
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O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.</p>
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Já o monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.</p>
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Em nota oficial, a Backer informou que segue colaborando com as autoridades e vai respeitar a determinação da Anvisa.</p>

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