Caso Miguel: Protesto pede prisão de patroa de mãe do menino em PE – Guajara Hoje

Caso Miguel: Protesto pede prisão de patroa de mãe do menino em PE

Manifestantes se reúnem em frente à delegacia para pedir por prisão de mulher

Manifestantes se reúnem em frente à delegacia para pedir por prisão de mulher

Reprodução/RecordTV

Um grupo formado por cerca de 30 pessoas protestou no centro do Recife na noite desta sexta-feira (12), em frente à delegacia Seccional de Santo Amaro, que investiga a morte de Miguel Otávio Santana da Silva. O menino caiu de um prédio após ser deixado sozinho no elevador pela patroa da mãe. A manifestação pedia a prisão da patroa, a primeira-dama de Tamandaré, Sarí Côrte Real. Ela foi solta sob fiança de R$ 20 mil por homício culposo, quando não há intenção de matar. As informações são da Record TV

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Com alguns familiares do menino entre os participantes, o grupo caminhou desde o o Edifício Píer Duarte Coelho, no centro do Recife, até a frente da delegacia seccional de Santo Amaro, que investiga a morte da criança. Eles protestaram também contra a fiança concedida à mulher do prefeito de Tamandaré. 

O caso

O menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu após cair do nono andar de um dos prédios do condomínio conhecido como Torres Gêmeas, no centro do Recife, por volta das 13h do dia 2 de junho. A criança é o filho de uma empregada doméstica que trabalhava em um dos apartamentos do quinto andar do prédio.

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A mãe, Mirtes Renata, havia levado Miguel para o trabalho, pois as aulas estão suspensas por conta da pandemia. Ao sair com os cachorros da família para passear, deixou o menino sob responsabilidade da patroa, Sarí Real. Mas o menino chorou e quis ir atrás da mãe. Imagens do circuito de segurança mostram Miguel no elevador, a patroa apertando um botão, deixando a porta fechar, e o menino seguir, sozinho, elevador, à procura de Mirtes.

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Sozinho, Miguel acessou uma área do nono andar do prédio de alto padrão onde ficam os condensadores de ar-condicionado, no hall das máquinas. A perícia acredita que ele se projetou sobre uma grade de alumínio de 1,2 metro de altura, quebrando uma parte da estrutura e caindo do prédio a uma altura de 35 metros. As sandálias da criança ficaram marcadas no equipamento.

Segundo informações da Polícia, a criança foi atendida inicialmente pela própria mãe e por um médico que mora no edifício. No entanto, Miguel não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

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