Paulo Marinho pede investigação de devassas em suas contas bancárias – Guajara Hoje

Paulo Marinho pede investigação de devassas em suas contas bancárias

Paulo Marinho prestou depoimento no MPF
Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

O empresário Paulo Marinho esteve no Ministério Público Federal, nesta quinta-feira (21), onde prestou seu segundo depoimento em dois dias, a respeito das declarações sobre o suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

A novidade, como relatou Marinho após o depoimento, foi o pedido de investigação a supostas devassas feitas em suas contas bancárias.

O suplente de Flávio Bolsonaro se disse perplexo ao ler uma notícia de que estavam demandando informalmente informações sobre suas contas.

“Por conta dessa notícia, aproveitei o depoimento que dei agora e solicitei ao procurador que tomasse providências relacionadas a esta notícia e apurasse a veracidade da informação”, afirmou.

Ontem (20), Marinho havia passado cinco horas na superintendência da Polícia Federal para prestar seu primeiro depoimento. O conteúdo das falas e as provas levadas, segundo ele, foram as mesmas nesta quinta.

De diferença ao que relatou no primeiro depoimento, de acordo com o empresário, as falas de hoje foram mais detalhadas: “[O que mudou foi] a riqueza de detalhes e a noção de tempo em que os fatos ocorreram. Além do pedido que deixei aqui, com meu advogado, para que ele desse sequência a essa solicitação minha”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada no último domingo, Marinho afirmou que um delegado teria se encontrado na porta da superintendência da Polícia Federal com interlocutores de Flávio Bolsonaro para informar que a operação Furna da Onça seria atrasada, a fim de não prejudicar a família Bolsonaro em meio ao período eleitoral de 2018.

Na saída do MPF, nesta quinta, ao ser perguntado sobre a razão pela qual não revelou a informação antes, Marinho disse tem uma resposta para esta pergunta e ela será revelada no momento adequado.

Veja também: Empresário Paulo Marinho depõe na PF do Rio sobre suposto vazamento

Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, em entrevista à Record TV, questionou a legitimidade da denúncia de Marinho: “Se esse empresário fez uma afirmação, ele não deveria fazê-la em uma entrevista jornalística. Se ele entende que houve um ilícito, por que ele não foi à época dos fatos e comunicou às autoridades?”

Paulo Marinho ainda afirmou ter recebido ameaças nas redes sociais, mas preferiu não descobrir detalhes. “Não tenho informações da origem dessas ameaças. Estão sempre no âmbito das redes sociais, num tom agressivo. Preferi não tomar conhecimento disso. Meu filho que me informa os detalhes”, comentou.

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